domingo, 27 de setembro de 2015

Trono de Vidro, Sarah J. Maas [Opinião]



Título Original: Throne of Glass
Autoria: Sarah J. Maas
Série: Trono de Vidro, #1
Editora: Marcador
N.º Páginas: 400

Sinopse
Numa terra em que a magia foi banida e em que o rei governa com mão de ferro, uma assassina é chamada ao castelo. Ela vai, não para matar o rei, mas para conquistara sua própria liberdade. Se derrotar os vinte e três oponentes em competição, será libertada da prisão para servir a Coroa com o estatuto de campeão do rei - o assassino do rei. O seu nome é Celaena Sardothien. O príncipe herdeiro vai provocá-la. O capitão da Guarda vai protegê-la. Mas um halo maléfico vagueia no castelo de vidro - e está lá para matar. Quando os seus concorrentes começam a morrer um a um, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo.


Opinião
Há demasiado tempo que não devorava uma obra high fantasy, dentro do género jovem-adulto, de qualidade inquestionável como Trono de Vidro. Sarah J. Maas envolveu-me de tal maneira na sua imaginação, levando-me por caminhos obscuros e perigosos, de encontro a personagens ricas e complexas, que confesso nem ter dado pelo avançar – veloz, muito veloz – das páginas. Estou absolutamente rendida a esta série – diferente de tudo o que tive o prazer de ler até agora, Trono de Vidro é já um dos grandes favoritos do ano, e um forte candidato à categoria de melhor protagonista de sempre. 

Celaena é uma assassina. Treinada nessa arte desde tenra idade, todas as marcas, todos os sacrifícios e todo o sangue derramado ao longo de dezoito anos encontra-se presente na sua alma, e fortemente enraizado na sua personalidade. Ela é destemida, feroz e audaz – capaz de tudo pela liberdade há muto ansiada. 
Presa nas minas de Endovier, onde acredita poder morrer, Celaena é confrontada com um milagre – o Capitão da Guarda Real, Chaol, oferece-lhe a fuga de Endovier em troca da oportunidade de ser a campeã do príncipe Dorian,  num torneio que o rei irá organizar de modo a determinar o melhor assassino do reino. Quatro anos de serviço – caso ganhe o torneio – e terá a sua liberdade. Quatro anos de mortes, submissões e intriga – e será livre. 

Não existem palavras para descrever a espectacularidade que é esta protagonista. Maas conseguiu criar uma personagem que tanto tem de arrogância e força assassina quanto de jovialidade e beleza feminina. Celaena Sardothien é arrojada e mortífera mas num palácio real onde tem de mostrar não só o seu dom com o punhal mas também a suavidade e elegância próprias de uma senhora, não há como resistir à surpresa do primeiro contacto com um vestido, ao rubor da primeira troca de olhar com Dorian ou Chaol, ao rejuvenescer e desabrochar da rapariga que sempre se viu remetida a um canto face a assassina. 

Sim, existe um triângulo amoroso em Trono de Vidro mas pela primeira vez posso dizer, com toda a sinceridade, que tal não me fez qualquer confusão. Não sou fã deste tipo de problemática de modo a criar tensão entre as personagens e no enredo em si mas tendo em conta que Maas colocou toda a questão romântica da história para segundo plano, o triângulo amoroso quase que nem se sente. E se tenho de o admitir... não sei qual dos dois, se Dorian se Chaol, prefiro ver com a Celaena. Adoro ambas as figuras masculinas e penso ser ainda muito cedo, pelo menos para mim, para tomar partidos. 

Dorian é como que o oposto de Chaol. Talvez por ser príncipe dá-se a si mesmo algumas liberdades e a sua relação com Celaena é, tantas vezes, do mais hilariante possível. Os dois trocam imensas picardias ao longo do livro o que confere uma certa ambiência alegre e divertida que vem contrastar com toda a componente obscura e violenta da acção em si. Já Chaol, como o Capitão da Guarda Real, a sua postura séria e resguardada faz com que Celaena se descontraia na sua presença. A sua crença na futura vitória de Celaena face o torneio é inigualável e a atenção que tantas vezes lhe presta é de aquecer o coração. O melhor de toda a situação é que a relação que Celaena desenvolve tanto com Dorian como com Chaol é inata e cresce naturalmente – ao invés de ser algo forçado ou descabido. 

Adorei tudo o que envolveu o torneio – as diferentes provas de modo a testar certas qualidades nos participantes, as interacções entre rivais e aliados, e, principalmente, o desafio dos venenos. Acho que nunca tremi tanto de expectativa como no folhear destas páginas em particular. Fiquei igualmente deliciada com a componente mágica e assombrosa da história, indo buscar toda uma aura misteriosa que vem atacar os participantes do torneio da forma mais impiedosa possível. Penso que este será um elemento a ser explorado mais fortemente em livros futuros e confesso-me altamente curiosa. 

Não poderia, também, deixar de referir a escrita de Maas. Sarah tem um dom natural para contar histórias – assim como Celaena tem para matar – e não há como negar a beleza do seu lirismo narrativo. Estou mais do que fascinada por esta autora, pelo modo cru com que aborda o cruel e o macabro e o modo cativante com que aborda o romance e todas as componentes mais suaves do enredo. Maravilhosa. Sarah J. Maas é indiscutivelmente maravilhosa. E no que a mim me diz respeito, somente posso dizer que mal posso esperar pela publicação do segundo volume desta série de seis, Crown of Midnight.  

5 comentários:

Sara Berbigão disse...

Olá
Também já li este livro e adorei!
Concordo com tudo o que disseste.
Beijinhos e boas leituras

Pedacinho Literário disse...

Olá, Sara

Que bom! Fico bastante contente. Adoro encontrar pessoas que não só partilham o mesmo gosto que eu como os mesmos sentimentos em relação ao um livro e este é sem dúvida maravilhoso.

Beijinhos**

milureis disse...

Mortinha por o ler e depois da tua critica, ainda mais :D

Pedacinho Literário disse...

Olá, Milu!
Que bom ler o teu comentário! Espero que adores esta leitura. xD
Beijinho*

Pseudoo disse...

Este é um dos livros que faz parte da minha wish list. Ansiosa por ler!

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